FILOSOFIA DA CAIXA PRETA (FLUSSER)


 


Em sua obra “A Filosofia da Caixa Preta”, Flusser discorre sobre a fotografia e o poder que ela exerce sobre os seres humanos. A princípio, o fotógrafo expõe as divergências entre Imagens Tradicionais (pré históricas), as quais imaginam o mundo, e Imagens Técnicas (formadas por aparelhos), as quais imaginam textos que concebem imagens que imaginam o mundo, demonstrando, a partir dessa análise, a evolução no modo de pensar e representar as fotografias. Partindo desse pressuposto, Flusser propõe uma reflexão acerca da dominação dos aparelhos sobre os seres humanos: “o homem domina a máquina ou a máquina domina o homem?”, usando como exemplo a manipulação das imagens que, ao serem distorcidas pelo aparelhos, também distorcem a interpretação que o receptor realiza a partir delas. Nesse sentido, o autor cita a caixa preta, a qual contribui com essa manipulação dos usuários por não ser conhecida em sua totalidade, ou seja, os seres humanos por não entenderem o processo de criação de uma imagem dentro dos instrumentos fotográficos, são facilmente enganados por eles e começam a viver em sua função. Por fim, o fotógrafo propõe a abertura da “caixa preta” para que as pessoas entendam o seu funcionamento criem consentimento acerca das máquinas fotográficas.

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